sábado, 25 de março de 2017

CAIXA ECONÔMICA
VAI SER PRIVATIZADA?
Não há outra explicação.
Em 24/1/2016 o Caderno de Economia do jornal O Globo informou que “a Caixa estava vendendo um volume grande de crédito ruim para empresa de recuperação de crédito”.
E o que a Caixa chama de crédito ruim?
São clientes antigos que foram incentivados a usar o CHEQUE ESPECIAL EM CONTA SALÁRIO, com aumentos sucessivos do limite, até que os juros debitados automaticamente se tornaram maiores do que o salário creditado.
Hoje, esses clientes (a maioria idosos, aposentados, servidores públicos) que aceitaram fazer o CRÉDITO CONSIGNADO exatamente para pagar dívidas com juros elevados ESTÃO NAS GARRAS DE ABUTRES INSENSÍVEIS.
Um deles chama-se OMNI a quem A CAIXA VENDEU DÍVIDA SEM RESPEITAR O ART. 290 DO CÓDIGO CIVIL que diz exatamente o seguinte:
Art. 290. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente da cessão feita.
Questionada, a Caixa respondeu o seguinte:
“Em atenção à sua solicitação esclarecemos que a cessão de contratos/créditos foi efetuada observando a disposto em RESOLUÇÃO CMN Nº 2836/2011 e a nova política de cobrança da CAIXA”.
SIMPLES ASSIM.
Não sei o poder que tem a NOVA POLÍTICA DE COBRANÇA DA CAIXA, mas sei que uma Resolução do Conselho Monetário Nacional não pode alterar o que dispõe o Código Civil do Brasil.

M. Pacheco, em 22/3/2017.
“É A GOVERNABILIDADE, IDIOTA!”
Vou citar algumas frases que se tornaram históricas (sem me preocupar em nominar seus autores) para ilustrar um recado que pretendo dar alguns “amigos” (companheiro e camaradas) que não se conformam (como eu) com algumas decisões da nossa QUERIDA presidenta Dilma. Tais frases já serviram de base para outras, de autores desconhecidos, não menos importantes.
“É a Economia, idiota!”;
“A democracia tem um preço”;
“Não existe almoço grátis”;
Não há ninguém mais inconformado que eu com o aumento das taxas de juros que Dilma praticou a partir de março de 2013, devolvendo aos banqueiros tudo o que eles haviam perdido desde agosto de 2011.
E o que dizer de nomear um banqueiro para tomar conta do cofre, repetindo o erro de Lula em 2003 com Henrique Meirelles no Banco Central?
Esses companheiros e camaradas devem lembrar que também não entendemos por que Brizola escolheu um deputado que em nada se identificava com a nossa luta, para presidir a Alerj, no início de 1983. Pior ainda, foi Getúlio chamar Roberto Campos quando decidiu criar o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico.
E vou resumir o recado com mais uma frase célebre:
“Às vezes precisamos dar os anéis, para não perder o dedo”!

M. Pacheco, em 24/3/2015 (atualizando em 25/3/2017).

quinta-feira, 23 de março de 2017

A GENTE ENTENDE, MAS LAMENTA!
É muito triste sermos obrigados a reconhecer a degradação da nossa profissão. Jornalistas que atuam nas diversas mídias (apelidadas de PIG) chegaram ao FUNDO DO POÇO.
A gente até entende que profissionais antigos, não comprometidos com os interesses do patrão finjam não ver o que seus colegas fazem, para manter a função (pior agora com a terceirização total) ou galgar postos mais elevados e melhor remunerados. Mas é preciso lembrar os tempos da repressão, quando driblávamos a censura passando informações de forma cifrada.
O Jornalista experiente pode, sim, discordar do patrão sem perder o emprego, e ainda passar um bom exemplo para os mais jovens, que estão ingressando na profissão. Foi o que fizemos naqueles anos de chumbo, quando muitos de vocês iniciavam a carreira.

M. Pacheco – em 23/3/2017

segunda-feira, 20 de março de 2017

OS CIDADÃOS NÃO PODERIAM DORMIR TRANQUILOS SE SOUBESSEM COMO SÃO FEITAS AS SALSICHAS, AS LEIS, as entrevistas coletivas da polícia federal do paraná, E COMO A MÍDIA TRANSMITE ESSA INFORMAÇÃO PARA O RESTO DO MUNDO.
Adaptação de M. Pacheco, à uma frase atribuída a

Otto Von Bismarck (1815 – 1898)

sexta-feira, 17 de março de 2017

JANOT PEDE E FACHIN ARQUIVA DENÚNCIA
CONTRA AÉCIO!
(Volto a este assunto por total incompreensão do que está acontecendo. Aliás, peço aos advogados meus amigos, que me expliquem como funciona esse negócio de PRESCRIÇÃO).
ANALISEM COMIGO:
1 - Em junho de 2016 a nação tomou conhecimento de uma delação premiada feita pelo ex-senador (PSDB) e ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, acusando o senador Aécio Neves de ter recebido um milhão de reais, arrecadados de forma ilegal, em 1998;
2 - Esse dinheiro foi usado para eleger cerca de 50 deputados federais do PSDB naquelas eleições, onde Fernando Henrique Cardosos foi reeleito;
3 – Era importante para o PSDB eleger o presidente da Câmara, e para isso, precisava de uma numerosa bancada;
4 – Portanto, muito antes de JUNHO DE 2016, o MPF já tinha conhecimento dessa denúncia, e deveria ter realizado ampla investigação, pois ela envolve crimes praticados contra uma empresa estatal, Furnas, através de seu presidente Dimas Toledo, que desviava recursos para o PSDB;
5 – Se a investigação foi feita, não sei. Mas se foi, a coisa fica mais grave, porque podem ter sido descobertas irregularidades que agora estão ARQUIVADAS. Até porque o delator Sergio Machado disse que o dinheiro ilegal foi arrecadado por Dimas Toledo – operador do PSDB em Furnas (usando a linguagem da Lava Jato no “Petrolão”) – e que ele foi nomeado para presidência da estatal a pedido de Aécio Neves.
DITO ISTO, VOLTEMOS AOS FATOS:
Rodrigo Janot, mineiro como Aécio Neves e Furnas, esperou até agora para concluir que os crimes ocorridos em 1998, não podem ser julgados porque estão PRESCRITOS (quando prescreveram?). E enviou a denuncia de Pedro Machado para o ministro Fachin pedindo que ela fosse arquivada dizendo: “devido ao tempo decorrido das suspeitas apresentadas, houve prescrição, ou seja, não pode mais haver punição”.
E Fachin atendeu prontamente ao pedido de Rodrigo Janot.
MAS COMO NÃO PODE HAVER PUNIÇÃO?
A PENA PELO CRIME de recebimento de um milhão de reais (de origem ilícita) para eleger uma bancada que levaria Aécio à presidência da Câmara pode estar prescrita. Mas outras punições devem ser aplicadas, o que não justifica o arquivamento do processo.
Além disso, usando-se o mesmo estilo Lava Jato, como o MPF costuma agir, a denúncia de Pedro Machado seria suficiente para se iniciar uma OPERAÇÃO FURNAS envolvendo Aécio Neves, sua irmã, Dimas Toledo, e outros citados por Pedro Machado, como Teotônio Vilela Filho, presidente do PSDB em 1998.
Seguindo, ainda, a linha Lava Jato, a estatal Furnas precisa ser ressarcida de tudo o que foi desviado de seus cofres de forma ilícita, como está sendo feito com a Petrobrás.
E se todos os crimes cometidos por Aécio Neves e sua ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA já prescreveram, e os criminosos estão livres da pena de RECLUSÃO, nada impede que o processo seja desenvolvido e os criminosos punidos com a devolução do dinheiro furtado de Furnas.
Mas o que mais importa é o JULGAMENTO POPULAR E O REGISTRO DA HISTÓRIA.
EM TEMPO: O crime de Aécio Neves foi ter angariado fundos ilícitos para eleger um número suficiente de deputados que o levaram à presidência da Câmara. Algo parecido com o que fez Eduardo Cunha, com a ajuda de Temer.

M. Pacheco – em 17/3/2017.

quinta-feira, 16 de março de 2017

JANOT ARQUIVA
DENÚNCIA CONTRA AÉCIO!
O crime de Aécio Neves foi ter angariado fundos para eleger um número suficiente de deputados para leva-lo à presidência da Câmara. Algo parecido com o que fez Eduardo Cunha, com a ajuda de Temer.
O motivo do pedido de arquivamento é a PRESCRIÇÃO DA PENA.
É isso que vem acontecendo nos julgamentos de alguns políticos.
No caso de Aécio é fácil entender o comportamento do conterrâneo e amigo Janot.
Mas nada justifica um arquivamento de crime político por prescrição da pena. Afinal, a maior pena que um político pode receber NÃO PRESCREVE. É o julgamento popular, nas urnas.
Mesmo que a maior pena prevista já esteja prescrita, o processo deve se desenvolver naturalmente, e todas as provas juntadas aos autos devem ser analisadas.
Se o réu não vai cumprir a pena de reclusão, não vem ao caso. Existem outras penas que não prescrevem, como ressarcimento aos cofres públicos de danos causados pelo ato criminoso. Mas a pena maior é a execração e o sepultamento das aspirações políticas do criminoso. E mesmo que algum promotor, juiz, ou ministro de Corte Superior, esqueça o processo em alguma gaveta (AGUARDANDO A PRESCRIÇÃO) não importa. Nada conseguirá apagar a memória do eleitor.

M. Pacheco – em 16/3/2017.

domingo, 12 de março de 2017


ISTO É SERGIO MORO

Nascido em 1972 e formado em direito em 1995, no ano seguinte Sérgio Moro passou num concurso para juiz com apenas 24 anos. Mesmo sem qualquer experiência como advogado ele já podia julgar.
Isso devia ser proibido.
Segundo a Wikipédia (já como juiz) Sergio Moro participou do programa para instrução de advogados da Harvard Law School e deprogramas de estudos sobre lavagem de dinheiro promovidos pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos da América.
Em 2004 Sérgio Moro fez uma análise sobre a OPERAÇÃO MÃOS LIMPAS ocorrida na Itália nos anos 90. O que ele pensa sobre a operação italiana é suficiente para se adivinhar o que ele pretende fazer com a Lava-Jato.
O texto integral está aqui AQUI. É longo, mas vale a pena ler.
Em 2012, assessorando Rosa Weber no STF, Moro forneceu o seguinte parecer que a ministra juntou em seu voto: "Não tenho provas contra José Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura assim o permite".
Em 2014, Sergio Moro foi indicado pela Associação dos Juízes Federais do Brasil para concorrer a vaga deixada por Joaquim Barbosa no STF, mas Dilma escolheu Luiz Fachinque hoje ocupa a vaga de Teori Zavascki e vai julgar os processos da Lava jato.
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Por certo você não teve saco para ler tudo que o Moro disse sobre a Operação Mãos Limpas. Então vamos ao que realmente interessa.
Confesso que ainda não li outro autor que analisasse o mesmo tema. E não acredito que tudo ocorreu como Moro diz. Mas o importante é saber por que ele age do jeito que está agindo, pensando seguir a cartilha da Operação italiana.
Vou destacar apenas um detalhe que explica os motivos que levaram Sérgio Moro a conduzir a OPERAÇÃO LAVA-JATO da forma como está conduzindo. Ele diz que a operação Mãos Limpas só deu certo porque OS SUSPEITOS ERAM PRESOS E ACHINCALHADOS PELA MÍDIA ATÉ PERDEREM QUALQUER RESQUÍCIO DE DIGNIDADE.
Parece que não resta dúvida de que Moro e a Mídia estão sintonizados no mesmo objetivo. 

MAS VAMOS AO QUE INTERESSA

Conhecendo, agora, o que Moro pensa sobre Operação Mãos limpas e as informações adicionais sobre a vida do então jovem juiz posso garantir que ele não é movido por interesses político-partidários. Sergio Moro defende, fanaticamente, o Sistema Financeiro Internacional. Proteger políticos que defendem os mesmos interesses não é estranho. Estranho é ele continuar comandando um processo que pode destruir a economia nacional, só para satisfazer aos interesses de grupos internacionais.

M. Pacheco em 11/3/2016.
Republicado em 12/3/2017.